Ilha de Itaparica-Ba

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Pesquisa revela por que o álcool vicia

Um estudo realizado pela Ernest Gallo Clinic e pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, esclareceu o mecanismo do vício em álcool. Pela primeira vez, ele comprovou em seres humanos que a liberação de endorfinas, substâncias que o cérebro produz responsáveis pelo prazer, é a principal causa do problema.

CervejaOs estudiosos identificaram ainda as regiões do cérebro onde a endorfina é liberada. Até hoje, as experiências só haviam mostrado os efeitos da bebida em animais, sem grande detalhamento. De acordo com a pesquisa, publicada no periódico Science Translational Medicine, as endorfinas são liberadas nas regiões cerebrais do núcleo accumbens, ligado ao prazer, e do córtex órbito-frontal, parte do córtex pré-frontal responsável por processos cognitivos e de tomada de decisão.
Os testes foram feitos em dois grupos, um com 13 alcóolatras e 12 bebedores ocasionais, que se submeteram a tomografias para verificar a atividade cerebral durante o consumo de álcool. Assim, eles perceberam que, além de dar prazer, a bebida é capaz de modificar o cérebro de quem bebe regularmente, proporcionando cada vez mais prazer e, por consequência, levando à dependência.
Os estudiosos chegaram a essa conclusão ao ver que, quanto maior a quantidade de endorfina liberada no núcleo accumbens, maior era a sensação de prazer em ambos os grupos. Mas, quanto mais liberada no córtex órbito-frontal, mais o grupo alcoólatra ficava embriagado, fato que não ocorreu no grupo de bebedores com menor frequência.
Essa novidade pode ajudar na criação de novos remédios para tratar o alcoolismo com mais eficácia do que a naltrexona, usada atualmente para combater o vício. Segundo os pesquisadores, o problema desse medicamento é que ele não bloqueia as substâncias prazerosas liberadas apenas pelo álcool e, por isso, muitos pacientes abandonam o tratamento por causa da sensação que o remédio causa. Ao descobrir onde a dependência começa, poderá ser mais fácil encontrar um fim para ela.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Qual a relação entre Sopa e Pipa, o Megaupload e o Anonymous?

Qual a relação entre Sopa e Pipa e o fechamento do Megaupload, que resultou em ataques do Anonymous a sites? Nenhuma. O fato de alguns eventos terem acontecidos muito perto um do outro, durante esta semana, aparentemente gerou confusão. Vamos entender essa história.

PersonagensSopa e Pipa: são projetos de lei norte-americanos contra a pirataria que dão aos Estados Unidos o poder de tirar qualquer site do ar por infração de direito autoral. Por serem projetos, isso significa que eles ainda não têm nenhum valor legal e não podem ser usados para derrubar sites. O Sopa (Stop Online Piracy Act) é a versão da Câmara dos Deputados do Pipa (Protect IP Act), que tramita no Senado. O Pipa, por sua vez, é a versão 2011 do projeto de lei chamado de Coica (Combating Online Infringement and Counterfeits Act), que foi votado e derrubado em 2010.
Megaupload: site de compartilhamento de arquivos e o 73° maior site do mundo, que foi fechado pelo FBI no final desta quinta-feira (19). Seus donos foram acusados de formação de quadrilha para facilitar a pirataria e lavagem de dinheiro.
Anonymous: rótulo empregado por manifestantes on-line e alguns hackers em ações normalmente retaliativas contra atitudes que eles discordam, principalmente ataques à liberdade de expressão. O meio mais comum de manifestação do Anonymous é o ataque de negação de serviço, que sobrecarrega um site até ele ficar inacessível, mas alguns indivíduos mais habilidosos também se identificam com o movimento e realizam invasões para expor informações de pessoas ou empresas.
Fonte:http://migre.me/7IJib

Márcio Américo - Maconha versus Alcool

Apresentação do escritor e comediante Márcio åmérico no Teatro Folha com a turma da Seleção do Humor Stand Up.Sem fazer apologia ao uso ele conta os casos e as mais divertidas diferenças entre os usuários do Álcool e os da erva.Chega até fazer ironia com a lei que proíbe algumas e libera outras.
Se prepare pra chorar de rir:
hahahahaha

Como se tornar um Hacker de verdade

Primeiramente, muitas pessoas interpretam os hackers como criminosos. Vamos esclarecer, antes de tudo, que hackers são pessoas que criam e modificam softwares e hardwares. CRACKERS são indivíduos criminosos, que usam seu conhecimento para quebrar a segurança, roubar informações e danificar sistemas.
Para se tornar qualquer um dos dois, você vai precisar conhecer e saber diversas linguagens de programação como LISP, PERL, C, C++, Java, HTML, entre outras. Logicamente isso não é o básico para se tornar um hacker. Você precisa se comportar como um, ser aquele cara que quer ajudar o mundo contribuindo com seu conhecimento, resolvendo os maiores problemas. Pode também usar para seus próprios interesses, como ganhar dinheiro por conta própria na internet, ou trabalhando para uma grande empresa. Por exemplo na google há vários casos de recrutamento à hackers para trabalho.
Aposto que você chegou aqui com a ideia de se tornar um hacker do mal, que se infiltra em todos os sistemas e invade redes, roubando informações e se tornando famoso. Eu não recomendo que você faça isso, mas vou te dizer que para fazer isso é necessário dedicação em dobro, explorar as falhas deve ser bem difícil. Com a tecnologia de hoje a segurança aumentou muito. De início, te digo que o Windows é um péssimo sistema operacional para essa finalidade, o melhor é instalar uma distribuição do Linux. Como diria Eric S. Raymond: “Tentar hackear com Windows é como tentar dançar totalmente engessado”.
Se você quer ser um cracker, antes lembre-se que é um crime, e que você vai sofrer sérias consequências mais cedo ou mais tarde.



Surtando por um Emprego

Sabe aqueles testes de admissão? Que você é obrigado a passar constantemente? Pois é, eles estão cada vez mais chatos. Prova disso, aliás, pode ser evidenciado na mensagem abaixo. Nela, o diálogo entre um psicólogo e um futuro contratado. Uma boa diversão!


Um sujeito está para ser admitido no emprego.
O Psicólogo dirige-se ao candidato e diz:
- Vou lhe aplicar o teste final para sua admissão.
- Perfeito, diz o candidato.
Aí o psicólogo pergunta:
-Você está em uma estrada escura e vê ao longe dois faróis emparelhados vindo em sua direção. O que você acha que é?
– Um carro, diz o candidato.
- Um carro é muito vago. Que tipo de carro? Uma BMW, um Audi, um Volkswagen?
– Não dá pra saber né?
- Hum… diz o psicólogo, que continua: Vou te fazer uma outra pergunta:
- Você está na mesma estrada escura e vê só um farol vindo em sua direção, o que é?
– Uma moto, diz o candidato.
- Sim, mas que tipo de moto? Uma Yamaha, uma Honda, uma Suzuki?
- Sei lá, numa estrada escura, não dá pra saber (já meio nervoso).
– Um…, diz o psicólogo. Aqui vai a última pergunta:
- Na mesma estrada escura você vê de novo só um farol, menor que o anterior. Você percebe que vem bem mais lento. O que é?
- Uma bicicleta.
- Sim, mas que tipo de bicicleta, uma Caloi, uma Monark?
– Não sei.
- Você foi reprovado! – diz o psicólogo.
Aí o candidato muito triste com o resultado, dirige-se ao psicólogo e fala:
- Mesmo eu não sendo aprovado achei interessante esse teste.
Posso fazer uma pergunta ao senhor, nessa mesma linha de raciocínio?
E o psicólogo satisfeito responde, claro que pode!
– O senhor está tarde da noite numa rua mal iluminada. Aí vê uma moça com maquiagem carregada, vestidinho vermelho bem curto, girando uma bolsinha, o que é?
– Ah! – diz o psicólogo – é uma puta.
- Sim, mas que puta? Sua filha? Sua irmã? Sua mulher? Ou a puta que te pariu?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Diabo trabalhava para Deus como perseguidor de pecador, diz estudioso.

Se a gente fosse fazer um retrato falado de Satanás, ele sairia mais ou menos como Hellboy (foto), das histórias em quadrinhos de Mike Mignolla. Peço desculpas aos fãs, pois o personagem da HQ, no fundo, é um sujeito de bom coração - enquanto o Diabo (alguém duvida?) quer mais é atazanar o ser humano. Mas a comparação vem a calhar, pois é de maniqueísmo que estamos falando. A cultura ocidental se acostumou a pintar o Universo como uma guerra cósmica entre o bem e o mal. E o mal tem a cara do Diabo, um monstrengo escarlate de chifres e rabo, quase sempre com um tridente em punho.

Agora pasme: essa imagem simplesmente não existe na Bíblia. Pelo menos é isso que demonstra o pesquisador americano Henry Ansgar Kelly, professor emérito da Universidade da Califórnia, no livro "Satã: Uma Biografia". Kelly garante que a história original do demônio - aquela que está registrada nos textos bíblicos - foi deturpada ao longo dos tempos. Na verdade, o Diabo não seria assim tão ruim quanto se pinta. E a "difamação" começou lá atrás, nos primeiros séculos do cristianismo, por obra de patriarcas da Igreja como são Jerônimo.

Para o pesquisador americano, a Bíblia revela que o demônio era uma espécie de "empregado de Deus" - uma entidade moralmente correta, encarregada de perseguir e acusar os pecadores. No século 2, porém, os pais da Igreja, ao interpretar o episódio bíblico de Adão e Eva no jardim do Éden, associaram-no à imagem da traiçoeira serpente. A partir daí, diz Kelly, ele foi sendo transformado em inimigo de Deus, até virar a representação máxima do mal.

Uma visão menos maniqueísta do Diabo, como a proposta por Henry Kelly e outros autores modernos, parece estar em sintonia com o conceito de "mal" observado em algumas religiões. No hinduísmo e no budismo, por exemplo, existem criaturas malignas, como os demônios hindus Asuras, ou as criaturas infernais budistas chamadas Naraka. Mas elas não são personagens centrais como o Diabo é na mitologia cristã. "O maniqueísmo clássico é o do zoroastrismo", afirma Kelly. Nessa antiga religião originária da Babilônia, existe um deus 100% benevolente, chamado Ahura Mazda, e um espírito totalmente mau, conhecido como Angra Mainyu ou Ahriman.

Uma das versões de Satã mais fascinantes talvez seja a encontrada no islamismo. Também chamado Iblis, o demônio dos muçulmanos é um anjo caído, assim como o dos cristãos e o dos judeus. As similaridades se dão até no nome: shaitan, em árabe. Mas ele tem uma tarefa que os outros não têm. Segundo a crença islâmica, todos os recém-nascidos são tocados pelo diabo na hora do nascimento - para que, mais adiante na vida, possam fazer a escolha que bem entenderem entre o certo e o errado.

O shaitan do islamismo, contudo, não é nem de longe tão maléfico e assustador quanto seu equivalente cristão. Na tradição judaico-cristã, nada pode ser mais perverso, traiçoeiro e perigoso que o demônio - um servo extraviado do Todo-Poderoso, que acabou sendo expulso do Reino dos Céus porque trazia em sua essência o nefasto e contagiante princípio da corrupção universal.
Inferno parece ser coisa séria, pois todas as religiões têm o seu. Para os antigos gregos, ele era o tártaro (pior região do hades, o mundo do além). Os hebreus chamavam-no de gehenna. E os muçulmanos até hoje se referem a ele com uma palavra parecida: jahanna. No hinduísmo, inferno é naraka - termo usado também no budismo, mas com outra acepção, a de "seres infernais".

A descrição mais vívida do inferno talvez seja a de Dante Alighieri no clássico A Divina Comédia, de 1321. O "Inferno de Dante", como ficou conhecido, é composto de 9 círculos. O primeiro destina-se a cristãos não batizados e pagãos virtuosos (aqueles que não tiveram a "sorte" de aceitar o cristianismo em vida). Abaixo dele, há círculos para adúlteros, glutões, avarentos e preguiçosos. A coisa começa a esquentar, literalmente, no 6º círculo, o dos heréticos. O 7º círculo, reservado aos violentos, é terrível: suas vítimas são banhadas num rio de sangue fervente. No 8º, para fraudadores, o pecador fica imerso num mar de excrementos. E o último é gelado, surpreendentemente gelado. Nele ficam os traidores - a escória da escória humana.



Fonte:http://www.paulopes.com.br/2012/01/diabo-trabalhava-para-deus-como.html?utm_source=BP_recent

Epica - Clamor Pela Lua

"Mentes doutrinadas frequentemente contém pensamentos doentios e cometem a maioria dos males contra os quais pregam"!
Épica uma banda de rock Sinfônica fantástica com letras que nos fazem pensar muito.Essa fala das religiões e de sua doutrinação.
vale a pena conferir!! 


domingo, 1 de janeiro de 2012

Pra quem sabia fazer músicas

Nem o tempo consegue apagar a grandeza e o brilho das músicas dentre muitos cantores que usavam a música para expressar alguma ideia.Vejam que mesmo depois de estarem mortos os seus hits continuam no topo das rádios,embalam e alegram centenas de pessoas e as suas gravadoras continuam ganhando dinheiro.
Em nossos dias grupos musicais vem surgindo em uma grande intensidade,porém poucos as dedicam para o bem comum ao ponto de Transmitem ideias que possam nos fazer pensar e mudar as nossas possíveis posturas,criticar a sociedade com isso muitos(e não podia ser diferente) caem no esquecimento,tem que a cada carnaval lançar novos hits pra voltarem ou permanecerem no auge.
Aqui é um apelo pra quem sabia fazer música de altíssima qualidade.

Gastos do Brasil com a Copa do Mundo

Paremos agora para analisar os gastos estúpidos e desnecessários que estão sendo usados para essa copa.A copa afinal é de quem:do Brasil ou da Fifa?
O desperdício de dinheiro público com os preparativos do Brasil para a Copa do Mundo de 2014 alcançou a cifra mínima de R$ 776 milhões em 2011. Esta é a soma do que foi gasto em oito episódios protagonizados pelos governos federal, estaduais e municipais em que foram consumidos recursos em obras que não saíram do papel, compras mal sucedidas, eventos privados pagos com dinheiro público e convênios irregulares com ONGs.
O Estado de Mato Grosso lidera a lista dos pouco atentos com os cofres estatais. Em uma só obra, uma linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), o dinheiro mal empenhado foi de R$ 700 milhões. É que a obra de mobilidade urbana original planejada para Cuiabá, uma das sedes da Copa, eram dois corredores exclusivos de ônibus (BRT - Bus Rapid Transit).
Era este o empreendimento planejado pelo Estado e previsto na Matriz de Responsabilidades da Copa, assinada em janeiro de 2010 pelo Ministério do Esporte e Estados e cidades-sedes do Mundial de 2014.
A escolha do modal aconteceu após a encomenda de estudos técnicos e teve a aprovação unânime de especialistas em transporte público de três universidades (USP, UFRJ e UFMT). Os políticos de Mato Grosso, porém, manobraram para que o projeto fosse substituído pela linha de VLT, elevando os custos para R$ 1,2 bilhão, R$ 700 milhões a mais do que o projeto original.
Em outro episódio no mesmo Estado, em novembro, o governo cancelou o contrato da obra de um teleférico na Chapada dos Guimarães, no valor de R$ 6 milhões, que estava sendo construído dentro do planejamento do Estado para a Copa do Mundo de 2014 (e com os recursos destinados a este fim) como equipamento que fomentaria o turismo na região. O equipamento seria construído a 67 quilômetros da capital Cuiabá, sede da Copa.
O contrato assinado em 2009 com a empresa Zucchetto Máquinas e Equipamentos Industriais, que construiria o teleférico, não sobreviveu a uma auditoria interna do Poder Executivo de Mato Grosso. A empresa, porém, já havia recebido R$ 600 mil do governo matogressense, e não irá devolvê-los aos cofres públicos. À Procuradoria Geral do Estado do Mato Grosso, cabe ingressar na Justiça para reaver os recursos.
Fialmente, ainda no pantanal, em novembro, um imbróglio envolvendo uma compra frustrada por parte do governo de Mato Grosso de dez veículos Land Rover equipados com radares móveis fez com que os cofres públicos do Estado sofressem um prejuízo de R$ 2,2 milhões.
Os carros, comprados junto a uma empresa brasileira que representa uma fábrica russa, tinham um custo total de R$ 14 milhões, e foram adquiridos pela Secopa-MT (Secretaria Especial da Copa). A justificativa era que eles seriam utilizados no patrulhamento da fronteira matogrossense com a Bolívia para reforçar a segurança brasileira durante o Mundial de futebol, em 2014. O negócio foi fechado em julho deste ano. Cada veículo sairia por R$ 1,4 milhão.
A aquisição, porém, de acordo com o TCE-MT (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso) e com o Ministério Público do Estado, foi feita com uma série de irregularidades, a começar por uma compra sem licitação injustificável, feita junto a uma empresa "constituída às pressas" e "sem nenhuma experiência comprovada", conforme descreve o relatório do TCE-MT sobre o caso.
Assim, no dia 4 de novembro, o governo de Mato Grosso resolveu cancelar a compra, e os veículos nem chegaram ao Brasil. O problema, porém, é que a Secopa-MT já havia feito o pagamento de R$ 2,2 milhões antes de receber as Land Rovers, a título de "cheque caução". Quando o negócio foi desfeito, a empresa não quis devolver o dinheiro, e os cofres públicos de Mato Grosso amargam o prejuízo.
Já no Rio de Janeiro, em julho, a Geo Eventos, empresa de eventos das Organizações Globo e do Grupo RBS, recebeu R$ 30 milhões do governo estadual e da prefeitura do Rio de Janeiro para organizar o sorteio preliminar das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014.
A empresa foi contratada em regime de exclusividade pelo Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014 para produzir a cerimônia. Quando foi ao mercado à caça de patrocinadores para bancar a festa, encontrou apenas dois: a prefeitura do Rio e o governo estadual. Cada um assinou um contrato de patrocínio no valor de R$ 15 milhões.
Ou seja, a Fifa, que era a dona da festa, não investiu qualquer quantia no evento, que foi feito pela Globo e pago integralmente com recursos públicos.
Também em julho, em Fortaleza (CE), o gramado do estádio do Castelão, que está sendo reformado para a Copa, virou jardim de prédios públicos e relvado de campo de "pelada" de soldados da Polícia Militar. O gramado havia sido adquirido pelo Estado em dezembro de 2009, a um custo de R$ 500 
O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (esq), junto com o secretário da Secopa, Éder Moraes, foI até a Rússia em julho conhecer as Land Rovers. Gostaram, mas não consultaram o Ministério da Defesa para efetuar a compra. LEIA MAIS 
À época, as autoridades públicas justificaram o investimento com argumento de que tratava-se de um tipo de gramado com alta maciez e que requer manutenção apenas a cada dez anos. Não durou nem dois anos.
Em setembro, foi a vez de Minas Gerais e Belo Horizonte abrirem os bolsos públicos. Estado e prefeitura uniram forças para patrocinar uma festa comemorativa para os mil dias que faltavam para a Copa, no dia 15 daquele mês.
O povo mineiro bancou a festa, orçada em R$ 650 mil, que contou com jantar de gala para cartolas da Fifa e políticos do Brasil, apresentações musicais e contratação de agências de marketing e empresa de segurança.
Por fim, o governo federal deixou seu quinhão de desperdício, avaliado em mais de R$ 42 milhões, através de convênios com associações que foram reprovados por órgãos de fiscalização e projetos que não produziram resultado algum, além de prejuízo.
Em setembro, o programa do Ministério do Turismo "Bem Receber Copa", que visava elaborar treinamentos e cursos para recepcionar os milhares de turistas no Mundial através de convênios com entidades privadas, foi suspenso por ser alvo de investigações que indicavam desvio de recursos públicos.
A Polícia Federal acredita que houve desvio de dois terços dos R$ 4,4 milhões destinados pelo Ministério ao Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi).
No mesmo mês, quatro funcionários do Ministério do Esporte foram pegos pelos auditores do  Tribunal de Contas da União por descumprirem a lei de licitações 8666/93. Os auditores do TCU pediram que os funcionários fossem multados por terem autorizado pagamentos a quatro empresas do Consórcio Copa 2014 sem ordens de serviço e, pior, sem relatório detalhado do trabalho realizado.
Os funcionários também autorizaram pagamentos de despesas não previstas no edital, como passagens aéreas dos consultores contratados, computadores, hotéis. A exceção custou R$ 700 mil. O Consórcio Copa 2014 foi contratado em licitação de julho de 2009 para dar “suporte de gerenciamento ao Ministério do Esporte”.
O caso foi agravado porque, após auditoria do TCU, o Ministério do Esporte decidiu aumentar o valor do contrato de prestação de serviços em quase 80%. Como se não bastasse, as empresas felizardas renovaram o contrato até julho de 2013.
O custo do serviço foi orçado em R$ 13,1 milhões em 2009 e em 2011, graças a aditivos, o preço saltou para R$ 24 milhões. No total, as empresas vão ganhar cerca de R$ 40 milhões, se não houver mais aumentos, e ninguém explicou ainda quais são efetivamente os serviços prestados nem por que o valor final ficou tão acima do previsto inicialmente.

O lado bom do fim do mundo

Essa é uma das crônicas que me fez pensar:
Na hora da virada, muita gente veio me desejar um feliz 2012 rindo da lenda (será?) de que omundo finalmente iria acabar, então seria melhor enfiar o pé na jaca, fazer tudo o que se tem vontade e dar um adeus definitivo às convenções. Como não foi marcado nenhum dia para esse cataclisma, ele pode acontecer em fevereiro — no meio do Carnaval, o que seria de péssimo gosto — em agosto, novembro ou 12.12.2012 — são muitas as especulações, mas ninguém sabe mesmo ao certo a data exata desse aguardado acontecimento.
Ficamos naquela ansiedade de não acreditar que uma coisa horrorosa como essa estaria para acontecer, mas, no fundo, no fundo, todo mundo tem uma pulguinha atrás da orelha: por que, durante tantos séculos, as pessoas acreditaram que o fim se daria em 2012? Alguns dizem que a culpa é o calendário maia, que não marcaria os anos depois de 2012; outros de Nostradamus.
Já ouvi alguém dizer que o mundo acabaria mesmo em 2022, ano em que um tal cometa se colidiria com a Terra. Seria uma grande pena que começassem a acreditar nessa história, porque ando achando divertido viver como se fosse o último ano — e olha que ele mal começou.
Se o mundo vai acabar, para que continuar aquele casamento meia-boca ou seguir abrindo mão de pães e doces em nome da duríssima dieta de água e alface? E para que guardar na conta aquele dinheiro que pagaria as tão sonhadas férias em Bali ou Miami? Miami é modo de dizer, porque ninguém merece, às vésperas do fim do mundo, sair do Brasil para continuar nele.
Nesses últimos dias que nos restam, eu não perderia meu tempo colocando para fora todos os sapos que tivemos que engolir ao longo dos outros anos. Sempre imaginei que teria vontade de “dizer umas verdades” para certas pessoas, mas, definitivamente, o tempo é curto para dar espaço à raiva, à mágoa e ao ressentimento. Na contagem regressiva, esqueci essas criaturas, que alívio.
Como tudo pode ir para os ares amanhã ou depois, por que não dizer de uma vez por todas à pessoa amada como ela é importante para você, que seu coração para cada vez que você a vê, que você nunca imaginou que fosse amar tanto alguém do que jeito que a amou — enfim, dizer essas coisas que fariam qualquer um sair correndo em dias normais, em que o mundo não acaba? Como não teríamos mais tempo para fazer joguinhos de ama-escorrega, a verdade do coração poderia ser revelada nua e cruamente, sem grandes danos para o futuro, que, aliás, não existiria mais.
A vantagem do fim do mundo talvez não seja fazer tudo aquilo de que se tem vontade, até porque, provavelmente, a polícia e as autoridades tomariam medidas enérgicas e cercariam as casas e as fronteiras para colocar uma certa ordem no Apocalipse. O lado bom é poder, finalmente, dizer o que se sente, porque o ser humano pode ter inventado a Internet, a pílula e o foguete, mas ainda não resolveu seu maior medo, que, ao contrário do que se pensa por aí, não é o de morrer.
É o medo de não ser amado.